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Abdominoplastia

A Abdominoplastia é uma cirurgia plástica de natureza estética e/ou reparadora que visa remover o excesso de pele e de gordura da região abdominal, além de restaurar os músculos que se encontram enfraquecidos ou separados (diástase abdominal). O objetivo é criar um perfil abdominal mais liso e tonificado.

Ao contrário de outras patologias que discutimos anteriormente, a abdominoplastia não é uma doença, mas sim um procedimento cirúrgico. Por isso, em vez de “sintomas” ou “causas” da cirurgia, falamos de indicações e condições que levam à necessidade do procedimento.


Indicações (Quando é necessária?)

Os pacientes procuram esta cirurgia quando apresentam:

  • Flacidez de pele: Excesso de pele “pendurada” (abdómen em avental).

  • Diástase abdominal: Afastamento dos músculos retos do abdómen, que causa uma protuberância que não desaparece com exercício.

  • Estrias: Remoção de estrias localizadas na zona de pele a ser retirada (abaixo do umbigo).

  • Gordura localizada: Que não responde a dietas ou exercício físico.


Causas da Flacidez e Diástase

As principais razões que levam à perda de firmeza na parede abdominal são:

  • Gravidez: O crescimento do útero estica a pele e os músculos; em muitos casos, os músculos não voltam à posição original.

  • Grandes variações de peso: Perdas de peso massivas (frequentemente após cirurgia bariátrica) deixam grandes excedentes de pele.

  • Envelhecimento: Perda natural da elasticidade da pele e tónus muscular.

  • Fatores genéticos: Predisposição para acumular gordura na região abdominal ou pele com pouca colagénio.


Diagnóstico (Avaliação Pré-Operatória)

Não se trata de diagnosticar uma doença, mas de uma avaliação clínica feita por um cirurgião plástico:

  1. Exame Físico: O médico avalia a quantidade de gordura, a elasticidade da pele e a presença de diástase (separação muscular).

  2. Histórico Médico: Avaliação de doenças crónicas (diabetes, hipertensão), tabagismo e cirurgias anteriores.

  3. Exames Complementares: Análises de sangue, eletrocardiograma e, por vezes, ecografia da parede abdominal para descartar hérnias.


Tratamento (O Procedimento)

O tratamento é exclusivamente cirúrgico e pode variar conforme a necessidade:

  • Abdominoplastia Clássica: Incisão acima dos pelos púbicos, remoção de pele, reposicionamento do umbigo e costura dos músculos.

  • Mini-abdominoplastia: Indicada para quem tem pouco excesso de pele e apenas abaixo do umbigo; a incisão é menor e o umbigo não é mexido.

  • Lipoabdominoplastia: Combinação de lipoaspiração para remover gordura e abdominoplastia para remover pele.

Pós-operatório:

  • Uso de cinta compressiva por 30 a 60 dias.

  • Realização de drenagem linfática manual.

  • Repouso relativo (evitar carregar pesos ou fazer esforços abdominais por 1 a 2 meses).


Prevenção (Como evitar a necessidade da cirurgia?)

Embora fatores como a gravidez e a genética sejam difíceis de controlar totalmente, pode-se minimizar o impacto através de:

  • Controlo de peso: Evitar o efeito “ioiô” (engordar e emagrecer rapidamente).

  • Exercício físico: Fortalecimento do “core” (músculos abdominais profundos).

  • Hidratação e Nutrição: Manter a pele hidratada e uma dieta rica em proteínas e vitamina C ajuda na elasticidade.

  • Não fumar: O tabaco degrada o colagénio da pele e prejudica gravemente a cicatrização.

Nota importante: A abdominoplastia não é um tratamento para a obesidade. O paciente deve estar próximo do seu peso ideal antes de realizar a cirurgia para garantir a segurança e a qualidade do resultado estético.