Mamoplastia
A Mamoplastia é o termo médico genérico para qualquer cirurgia plástica ou reparadora que altere a forma, o tamanho ou a posição das mamas. Tal como a abdominoplastia, não é uma doença, mas sim um procedimento cirúrgico. No entanto, o seu impacto nos tecidos (pele, músculos e fáscias) e na postura exige uma abordagem clínica cuidadosa.
Existem três tipos principais:
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Mamoplastia de Aumento: Colocação de implantes (próteses) para aumentar o volume.
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Mamoplastia de Redução: Remoção de excesso de glândula, gordura e pele para reduzir o tamanho e o peso.
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Mastopexia: Levantamento da mama para corrigir a flacidez (ptose mamária), com ou sem prótese.
Indicações (Porquê realizar?)
As causas que levam a este procedimento variam conforme o tipo:
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Hipertrofia Mamária: Mamas excessivamente grandes que causam dores nas costas, pescoço e sulcos nos ombros devido às alças do soutien.
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Ptose Mamária: Perda de elasticidade da pele após a amamentação ou perda de peso.
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Assimetria: Diferença acentuada de tamanho entre as mamas.
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Reconstrução: Após mastectomia devido a cancro da mama.
Sintomas no Pós-Operatório
Embora a cirurgia resolva queixas estéticas ou de peso, o período de recuperação apresenta sinais típicos:
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Edema (Inchaço): Acumulação de líquidos na mama e tórax.
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Dor e Tensão: Sensação de pressão, especialmente se a prótese for colocada debaixo do músculo (submuscular).
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Alteração da Sensibilidade: Dormência temporária ou hipersensibilidade no mamilo.
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Limitação de Movimento: Dificuldade em levantar os braços devido à tensão nas cicatrizes.
Diagnóstico (Avaliação Pré e Pós)
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Pré-operatório: Avaliação física da pele, posição do mamilo, exames de imagem (mamografia e ecografia) e análise da postura global.
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Pós-operatório: Monitorização da cicatrização, deteção precoce de seromas (acumulação de líquido) ou contratura capsular (endurecimento da prótese).
Tratamento (Cirúrgico e Fisioterapêutico)
O sucesso da mamoplastia depende 50% da cirurgia e 50% dos cuidados de reabilitação.
Intervenção Médica:
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Cirurgia: Realizada sob anestesia geral ou sedação.
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Fármacos: Analgésicos, anti-inflamatórios e antibióticos profiláticos.
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Suporte: Uso de soutien cirúrgico compressivo (geralmente por 30 a 60 dias).
Intervenção da Fisioterapia (Dermatofuncional e Musculoesquelética):
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Drenagem Linfática Manual (DLM): Crucial nas primeiras semanas para reduzir o inchaço e acelerar a absorção de hematomas.
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Libertação Tecidual e de Cicatrizes: Técnicas manuais para evitar que a cicatriz fique “colada” (aderência) e para manter a pele maleável.
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Mobilização do Membro Superior: Exercícios suaves e progressivos para recuperar a amplitude dos braços sem comprometer a sutura.
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Reeducação Postural: Muitas pacientes tendem a “fechar” os ombros (prostração) para proteger a cirurgia. O fisioterapeuta trabalha para reabrir a postura e evitar dores cervicais.
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Taping Cirúrgico: Aplicação de bandas elásticas funcionais para controlar o edema e dar suporte aos tecidos.
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Prevenção de Contratura Capsular: Orientações sobre massagens específicas na prótese (quando indicado pelo cirurgião) para manter a bolsa periprotética macia.
Prevenção e Cuidados
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Evitar Esforços: Não levantar pesos ou conduzir durante o período estipulado (geralmente 2 a 3 semanas).
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Postura ao Dormir: Manter-se de barriga para cima (decúbito dorsal) nas primeiras semanas.
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Proteção Solar: Não expor as cicatrizes ao sol por pelo menos 6 meses para evitar manchas permanentes.
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Manutenção de Peso: Grandes variações de peso após a cirurgia podem comprometer o resultado estético.