Skip to main content

Mamoplastia

A Mamoplastia é o termo médico genérico para qualquer cirurgia plástica ou reparadora que altere a forma, o tamanho ou a posição das mamas. Tal como a abdominoplastia, não é uma doença, mas sim um procedimento cirúrgico. No entanto, o seu impacto nos tecidos (pele, músculos e fáscias) e na postura exige uma abordagem clínica cuidadosa.

Existem três tipos principais:

  1. Mamoplastia de Aumento: Colocação de implantes (próteses) para aumentar o volume.

  2. Mamoplastia de Redução: Remoção de excesso de glândula, gordura e pele para reduzir o tamanho e o peso.

  3. Mastopexia: Levantamento da mama para corrigir a flacidez (ptose mamária), com ou sem prótese.


Indicações (Porquê realizar?)

As causas que levam a este procedimento variam conforme o tipo:

  • Hipertrofia Mamária: Mamas excessivamente grandes que causam dores nas costas, pescoço e sulcos nos ombros devido às alças do soutien.

  • Ptose Mamária: Perda de elasticidade da pele após a amamentação ou perda de peso.

  • Assimetria: Diferença acentuada de tamanho entre as mamas.

  • Reconstrução: Após mastectomia devido a cancro da mama.


Sintomas no Pós-Operatório

Embora a cirurgia resolva queixas estéticas ou de peso, o período de recuperação apresenta sinais típicos:

  • Edema (Inchaço): Acumulação de líquidos na mama e tórax.

  • Dor e Tensão: Sensação de pressão, especialmente se a prótese for colocada debaixo do músculo (submuscular).

  • Alteração da Sensibilidade: Dormência temporária ou hipersensibilidade no mamilo.

  • Limitação de Movimento: Dificuldade em levantar os braços devido à tensão nas cicatrizes.


Diagnóstico (Avaliação Pré e Pós)

  • Pré-operatório: Avaliação física da pele, posição do mamilo, exames de imagem (mamografia e ecografia) e análise da postura global.

  • Pós-operatório: Monitorização da cicatrização, deteção precoce de seromas (acumulação de líquido) ou contratura capsular (endurecimento da prótese).


Tratamento (Cirúrgico e Fisioterapêutico)

O sucesso da mamoplastia depende 50% da cirurgia e 50% dos cuidados de reabilitação.

Intervenção Médica:

  • Cirurgia: Realizada sob anestesia geral ou sedação.

  • Fármacos: Analgésicos, anti-inflamatórios e antibióticos profiláticos.

  • Suporte: Uso de soutien cirúrgico compressivo (geralmente por 30 a 60 dias).

Intervenção da Fisioterapia (Dermatofuncional e Musculoesquelética):

  • Drenagem Linfática Manual (DLM): Crucial nas primeiras semanas para reduzir o inchaço e acelerar a absorção de hematomas.

  • Libertação Tecidual e de Cicatrizes: Técnicas manuais para evitar que a cicatriz fique “colada” (aderência) e para manter a pele maleável.

  • Mobilização do Membro Superior: Exercícios suaves e progressivos para recuperar a amplitude dos braços sem comprometer a sutura.

  • Reeducação Postural: Muitas pacientes tendem a “fechar” os ombros (prostração) para proteger a cirurgia. O fisioterapeuta trabalha para reabrir a postura e evitar dores cervicais.

  • Taping Cirúrgico: Aplicação de bandas elásticas funcionais para controlar o edema e dar suporte aos tecidos.

  • Prevenção de Contratura Capsular: Orientações sobre massagens específicas na prótese (quando indicado pelo cirurgião) para manter a bolsa periprotética macia.


Prevenção e Cuidados

  • Evitar Esforços: Não levantar pesos ou conduzir durante o período estipulado (geralmente 2 a 3 semanas).

  • Postura ao Dormir: Manter-se de barriga para cima (decúbito dorsal) nas primeiras semanas.

  • Proteção Solar: Não expor as cicatrizes ao sol por pelo menos 6 meses para evitar manchas permanentes.

  • Manutenção de Peso: Grandes variações de peso após a cirurgia podem comprometer o resultado estético.